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sexta-feira, janeiro 15, 2010

Paz na alma

O que eu preciso é de um remedio para a alma, um calmante que apazigue o interior em chamas que instalou-se em minhas entranhas.

Nao sei porque, mas minha alma nao se acontenta mais dos amores meteoricos, das bebidas super-alcoolicas nem das drogas artificiais. Meu corpo clama por algo divino, celeste e angelical.
Essa correria de todo dia, que se transformou em ociosidade forçada, so faz com que minha vida seja repleta de nada.
Queria eu ser poeta e desafogar toda a minha magoa. Queria eu, tao longe da verdade, poder me despir da maldade que circunda o mundo, da ignorancia de seres imundos e da hipocrisia desse animais.
Quero ainda, antes tarde do que nunca, aquele amor sublime, de envelhecer juntos. Quero ainda o olhar doce de uma bela mulher dizendo aos meus olhos o que nenhuma palavra sabera jamais expressar.
Quero o trabalho, digno sempre, mas com menor esforço, com mais tempo livre e que me renda bons frutos.
Quero sair de maos dadas com meu amor e na praia, no campo, no frio ou no calor poder respirar aliviado, com a sensaçao de dever cumprido, ainda que nenhum dever eu tenha para isso.
Quero menos vicios, menos manias. Quero menos raiva, menos furia, menos ansiedade.
Quero mais sabor, como ovos com bacon.
Quero uma bebida doce, com borbulhas que façam meu nariz coçar e que sujem meus oculos.
Quero uma lareira para os dias frios e uma rede para os quentes.
Quero um desejo facil de realizar e outro impossivel, so para me lembrar de quem sou e do quao impotente posso ser.
Quero a paz que repousa sobria nos olhos de um campeao.
Quero o cheiro doce da mulher quando sai do banho.
Quero o suor dessa mesma mulher grudado em meu corpo depois do amor e quero seus cabelos embaraçados grudando em meu corpo enquanto ela adormece em meu ombro.
Quero descanso depois do trabalho.
Quero a liberdade de uma criança e a sabedoria de um idoso.
Quero paz...nada mais do que paz.