Pesquisa personalizada

quinta-feira, dezembro 31, 2009

Happy new year!
Auguroni di un buon anno nuovo!
Feliz ano novo a todos!

Da janela do meu quarto eu vejo a lua

terça-feira, dezembro 29, 2009

Ainda vejo o mundo la fora como ele é. Pelo menos como é aos meus olhos.
E esse mundo, apesar de ser o mesmo, agora mudou, ja nao é mais como era antes.
Ja nao vejo todo aquele sangue sujando as calçadas, nem ouço aqueles estrondos de madrugada.
Agora, que estou num mundo novo que é o mesmo de antes, mas diferente, vejo que meu mundo sou eu, o que penso e o que quero.
As paixoes ainda estao la fora a minha espera. As conquistas ainda la fora me aguardam e mesmo que eu as convide para entrar e tomar um copo de cerveja, elas nao se atrevem a me acompanhar.
Os meus desejos e delirios ficaram naquele mundo que deixei para tras. Junto aos amigos sinceros e leais e ate com aqueles com os quais eu nunca pude contar.
Hoje meu calor é de madeira, meu amor de brincadeira e meu futuro tanto faz.
Hoje, que deveria ser melhor do que ontem, apenas vejo no espelho as rugas e na janela um distante horizonte, sujo, esfumaçado e fulgaz.
Ontem, que era o dia mais feliz, passou e eu nem me importei. Deixei passar, para congelar na lembrança uma memoria estatica de um passado que pode ser moldado a minha maneira.
Mais ainda hoje, depois de tomar consciencia de tudo o que nao sou e tudo o que poderia ter sido, ainda insisto em falar de meus amores. Eles sao o que sou. Sao verdade, mesmo que no preterito, mas sao preterito perfeito, como deveria sempre ser.
E agora, no fedor que exala minha geladeira, eu escondo minhas loucuras, para parecer alguem melhor.

Falar do que entao?

Eu poderia esta noite
escrever os versos mais tristes
mas entao seria neruda

Eu poderia ser exagerado
jogados aos teus pés
e entao serai cazuza

Falaria as mais feias
da fundamental beleza
mas isso seria vinicius

escrever sobre ceus
infernos e abismos
seria como Dante uma dia fez

se o que sou basta
e sem ser muito
sou ja o bastante
ainda que em meu semblante
reine a paz dos anormais
ainda brindo meus amigos
os proximos e os distantes
brindo amores acontecidos
esquecidos
adormecidos
mesquinhos
e ate os inglorios
me gabo das traiçoes
me escondo em meus armarios
de portas trancadas
cabeça erguida e perdida
barba mal-feita
olhar meio caido
peito nu sob o frio do inverno
la fora a branca neve
cobre tudo mansamente
e aqui, dentro de meu reino
apenas a sincera amargura
de nao ter mais o que sentir
cobre meus olhos
e minha boca
com o silencio de quem
ja morreu

Fale de amor

Fale de amor minha menina
fale baixinho so para mim
diga o que queres ao destino
so ele pode te ouvir

diga sem medo pequenina
de ao tempo o que ele quer
deixe os dias escorrendo
sem saber bem o porque

deite-se aqui no meu ombro
conte-me o teu maior segredo
eu estarei adormecido
e juro que nao me importarei

faça carinho em meus cabelos
alise devagar a minha barba
beije meu rosto com teus labios
eu estarei entorpecido e juro
que nao me importarei

segunda-feira, dezembro 28, 2009

segunda-feira, dezembro 14, 2009

Te ver ja é uma alegria
Lembrar, ainda que com lagrimas nos olhos
Viajar em nossa vida
Aquela vida que sonhamos
Mas que os erros apagaram
Teus olhos
Tua boca
Tua pele é um delirio
E um outro qualquer
So porque tem dois contigo
Nao pode impedir
Meu sonho de existir
E seras aqui
Ao meu lado que me conheceras
Que me tera em tuas maos
E faremos de nossas vidas
O sonho que nunca morreu

quinta-feira, dezembro 03, 2009

Da minha janela eu vejo o mundo

Ja nem parece

As vezes nem sei mais onde stou
Minha sala se parece com meu quarto
Meu quarto se parece com meu banheiro
E minha solidao é semelhante a alegria
meus sonhos meio que perdidos
escondidos entre as migalhas recebidas
agora me mostram apenas o que eu nao sou
meus desejos
poucos, parcos e sem sentido
cada dia mais se esvaem
se esfumaçam
e o meu amor
a pobre coitado iludido e usado
surrado pelas batalhas
escurraçado da realidade bandida
jaz apenas
deitado sobre as aguas do passado
coberto pela desesperança
mas minha luta
aquela sem sentido ou razao
permanece
firme e forte, como um nao