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sábado, fevereiro 10, 2007

não, não sei escrever como o mestre Cazuza
Não quero piedade, nem mesmo a sua coragem
não quero o seu desejo, nem mesmo a sua vontade
quero apenas a sua pequena e mentirosa verdade
quero aquilo que guardaste de melhor prá mim
quero aquela pequena vontade pobre que sobrou ao fim
naquela noite normal que nada tinha a oferecer
quero aquele desejo perdido, sem sentido
ser apenas mais um na sua lembrança
um pequeno pedaço de carne sem pedido
um moço qualquer sem amor e sem abrigo
vem, chupa meu corpo, faz eu gozar
diga prá mim uma mentira qualquer
diga que quem sabe, sem pretensão você me quer
fala assim, como quem não quer nada
que se eu estiver aqui, do teu lado
pode ser que você me queira
sem compromisso, sem nada
vem bié, me conquista sem compromisso
me domina sem a vontade de ser
esquece que dar e receber
talvez seja o grande saber
me perde nos teus lábios
me esquece nas tuas lembranças
e me rompa, de verdade
porque no fim
tua vontade é o sentido maior
de quem um dia so quiz ser igual
e no fim
sem querer e sem pensar
diferente e desigual foi somente
mais um na tua vida.