Não me toque, sou apenas alguém que quer dizer as palavras sem muito sentido, tocar tua pele e depois de despir.
Quero descobrir sua alma, encontrar o que esconde-se atrás desses olhos sofridos e lindamente castanhos. Quero saber da sua vida, ouvir tua voz dizendo nada de bom, dizendo nada prá mim, apenas falando prá não calar.
Quero ir atrás de você e perceber que o erro foi querer sem ter qualquer razão, querer por querer, puro capricho de menino mimado, que pede uma bicicleta e ganha uma bola, e depois triste e sem amparo, chora.
Sim, ter-te assim faz-me bem, um bem maldito, uma perdição que absorve a cada momento que vem com os minutos insanos, aqueles minutos perdidos que não voltarão e se voltarem serão da mesma forma. Mas arrependimento aqui não se instala, o que foi foi e será eterno, na lembrança, congelado na memória e no tempo, será assim, como é...ou já foi.
Tuas palavras me corrompem a alma de um jeito assim, azul e cor de abóbora, como uma saia fora de moda, que se usa apenas por falta de opção, uma bermuda velha, jogada na gaveta, sozinha, ou então acompanhada de uma cueca furada, mas ali, presente, pronta para ser usada sem pudores de quem não sabe o quer.
Melhor ainda é o prazer, sentir o corpo estremecer sem medo de ser feliz, sexo com variedade, adormecer na poça de suor, no calor dos corpos trançados depois da folia, como uma terça-feira de carnaval, preguiçosa e descompromissada, perder a hora de levantar e nem se importar.
E terminar isso tudo o que escrevi é tão doloroso que não quero, mas vou...alias, já terminei.
sábado, fevereiro 17, 2007
Postado por
Buonamar
às
2/17/2007 09:53:00 AM
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