Não me interessa a palavra bem posta
A rima e a prosa já não me satisfazem
Os pontos e virgulas são meros acasos
Esquecidos no papel, jogados
O que eu quero
E desejo além de tudo
É ver o fim que chega
E ver a vida que se vai
Não busco a imensidão
Consciente da pequenez
Ingratidão foi meu recido
Solidão veio ao fim do mês
Um contra-cheque de saudades
Uma conta corrente de podridão
Um jorro de gozo mal feito
Feito um carro na contra mão
Bebado e perdido
Sem partido em quem votar
Candidatos...prá que?
Se o melhor é não ser
Voar em liberdade, com gosto de eternidade
Viver preso em leis erradas
Ser rico sem saber...
Mas vai dizer que não queres ouvir
Que a verdade ainda ecoa
Nas paredes do teu crânio avermelhado
No teu umbigo cheio de fiapos
Me confessa teu amor, ainda que tardio
Me confessa teu desejo, amarrado em tuas mãos
Me condene ao teu calor humano
Doce inferno de mulher
Foi muito bom amar você
terça-feira, setembro 26, 2006
Postado por
Buonamar
às
9/26/2006 05:33:00 AM
Assinar:
Comment Feed (RSS)
|