Ah essa ingrata morada suja e decrépita
Esse lugar imundo, sem calor e sem paz
Julga-me capaz de absorver teus sentimentos?
Faz de mim teu instrumento apenas agora
Não rogo teu perdão, nem muito menos
tua pena
Não me entristece a tua ausência
Ao contrário, ela me apraz
Sou teu pobre cão vadio
Poeta sem rima, sabedoria inutil
comida azeda esquecida na sua pia
Me diz então o que será
Quando não mais me esquecer
Quando entender que o amor maior
É morrer e renascer
Me diz agora, esperta mulher
O que te faz feliz
Além de tuas pernas abertas?
terça-feira, setembro 26, 2006
Ingratitude Solitária
Postado por
Buonamar
às
9/26/2006 05:22:00 AM
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