Do teu olhar ainda me lembro bem
Do toque da tua pele na minha eu sei
Mesmo que me esforce e lute contra
Mesmo assim eu nunca esquecerei
Do teu olhar eu me lembro bem
Da força das tuas palavras eu vi
Sairam farpas e fagulhas doces
O fel do meu amor ainda está em ti
O teu olhar já me fez muito bem
Teu corpo semi nu sobre a cama
Tua lingerie branca, atiçando-me
Teu cheiro de cio, acendendo a chama
Com esse teu olhar já me sinto bem
A despedida que não era para acontecer
O tempo que não foi perdido, nem pedido
A volta depois do erro, fomos além
O teu olhar me diz que tudo bem
Teu coração não me quer como o meu
Teu corpo pelo meu não clama
Mas do que adianta se esconder?
Quando a tua paz está comigo
E meu peito por teu corpo chora
E minh´alma pela tua implora
Do que adianta minha morena linda
Do que adianta se afastar com teu sorriso
Deixar meu amor sem abrigo
Esquecer que posso ser alguem
Que nem sonhavas em conhecer
E que posso ir muito além
Do que pode conceber sua vã imaginação
Pensa com carinho
Reflita direitinho
Fale baixinho
Com seu ursinho
De noite na cama
Lembrando de mim
Se não sou aquele
Que queres para ti.
quarta-feira, setembro 27, 2006
Do teu olhar.
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Buonamar
às
9/27/2006 05:34:00 AM
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terça-feira, setembro 26, 2006
Em meio a essa mentira, me sinto como um que não é e sou aquilo que preciso ser.Em meio ao caos absoluto, mantenho calma minha mente.A razão é meu maior defeito e minha maior qualidade.Sou o mais perfeito ser imperfeito e o mais imperfeito dos seres perfeitos.Divinamente diabólico e diabólicamente divino.Inexoravelmente perdido, mesmo que no caminho mais correto.Uma aberração, uma simples mutação, vinda talvez de uma proteína, vindo talvez do barro ou do espaço...que diferença faz, se sou tão igual a você que podemos nos confundir em um só?Pense em como seria bom se todos tivessemos a tolerância que gostariamos de ter...e se todos fossem tolerantes como gostariamos que fossem.Mas...esqueça, somos apenas e nada mais do que humanos...ou não.
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Buonamar
às
9/26/2006 05:45:00 AM
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Não me interessa a palavra bem posta
A rima e a prosa já não me satisfazem
Os pontos e virgulas são meros acasos
Esquecidos no papel, jogados
O que eu quero
E desejo além de tudo
É ver o fim que chega
E ver a vida que se vai
Não busco a imensidão
Consciente da pequenez
Ingratidão foi meu recido
Solidão veio ao fim do mês
Um contra-cheque de saudades
Uma conta corrente de podridão
Um jorro de gozo mal feito
Feito um carro na contra mão
Bebado e perdido
Sem partido em quem votar
Candidatos...prá que?
Se o melhor é não ser
Voar em liberdade, com gosto de eternidade
Viver preso em leis erradas
Ser rico sem saber...
Mas vai dizer que não queres ouvir
Que a verdade ainda ecoa
Nas paredes do teu crânio avermelhado
No teu umbigo cheio de fiapos
Me confessa teu amor, ainda que tardio
Me confessa teu desejo, amarrado em tuas mãos
Me condene ao teu calor humano
Doce inferno de mulher
Foi muito bom amar você
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Buonamar
às
9/26/2006 05:33:00 AM
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Volta e me condena por ter sido seu amor
Joga nas minhas fuças todas as minhas juras
Diz que fui um rato, um inutil incapaz
Faz desse pequeno coração um alvo de tiro
Despedaça essa alma cheia de veneno
Afinal, és o meu martírio
Minha doce encenação
És aquela que eu não quis
Por querer ir mais além
Foste tu que reclamaste
Da ausência de meu amor
Foste tu que derramaste
O sagrado calice do querer
Tú és a culpada, ingrata vadia
Por derrubar a minha crença
E amaldiçoar a minha vida
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Buonamar
às
9/26/2006 05:28:00 AM
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Ingratitude Solitária
Ah essa ingrata morada suja e decrépita
Esse lugar imundo, sem calor e sem paz
Julga-me capaz de absorver teus sentimentos?
Faz de mim teu instrumento apenas agora
Não rogo teu perdão, nem muito menos
tua pena
Não me entristece a tua ausência
Ao contrário, ela me apraz
Sou teu pobre cão vadio
Poeta sem rima, sabedoria inutil
comida azeda esquecida na sua pia
Me diz então o que será
Quando não mais me esquecer
Quando entender que o amor maior
É morrer e renascer
Me diz agora, esperta mulher
O que te faz feliz
Além de tuas pernas abertas?
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Buonamar
às
9/26/2006 05:22:00 AM
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quinta-feira, setembro 21, 2006
Percepção.
Gosto de como as coisas vêm caminhando atualmente.
Penso muito sobre tudo. Gosto de sentir o tempo fluir lentamente, como se minha vida fosse apenas uma página escrita em um romance casual e sem grandes pretensões.
Divago de forma prazerosa e sem ater-me a muitas amarras sobre todos os assuntos, conjecturando de forma livre sobre os mais variados temas. Um dos temas que mais me agradam é a moral, o bem, o mal, a consciência.
Claro que muito do que penso são tolices sem nenhum fundamento e outros pensamentos não passam de pura rebeldia contra lei que me são impostas, contra escolhas que sou obrigado a fazer.
Dizem que vivemos em uma sociedade livre, mas que tipo de liberdade é essa que tanto pregam? Dizem do livre arbítrio...pffeee...pura invenção para conter a massa. Estamos presos, todos...por mais que tenhamos a minima noção de liberdade, nunca conseguiremos alcançar a mais ridicula parcela da liberdade que temos direito.
Estou preso a lei da gravidade, a lei moral, a lei temporal e espacial.
Estou preso por leis sociais que foram criadas não sei porque e muitas vezes nem sei como.
Estou preso a trabalho, dinheiro, obrigações, regras, limites e deveres que simplesmente não escolhi seguir. Tudo bem, muitas vezes simplesmente ignoro a maioria deles...mas mesmo assim eles existem para os demais.
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Buonamar
às
9/21/2006 09:53:00 PM
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