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segunda-feira, agosto 07, 2006

Dualidade. (por Mariana Palmeira)

Meu olhos observo tudo ao meu redor, enxergo com clarezaA virtude da escoria que cultiva sua beleza intacta com tristeza.Re invento com as mãos caricias e delírios, sentidos esquecidoDesse dia bem incerto.Sustentada pelas pernas que nunca me enganam e não me deixam falhar,Nem me negam para onde quero e me levarVejo abraços prisioneiros e assim como seus beijos, Porem uma só boca para não cativar.No meu peito dorme quieto, e esquece dos pesar,Sonolento me despeço, mas atento no conforto,Te salvo de suas dores.Mas minhas dores vão durar e meu coração não cicatrizar,Pois sustentar somente um, com tantos pares,Seres ele o único pra amar.