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sexta-feira, março 04, 2005

Perdido de saudades

Eu já não me compreendo pois estou perdido
Sem teu amor sou um cão vadio e esquecido
Sou um jarro de vidro oco e sem vida alguma
Apenas uma lembrança, um vulgo, uma alcunha

Sou o resto que sobrou do amor de nos dois
Sou a escória da afeição e apenas um depois
Uma pedra jogada sem beleza e sem bondade
Um ser caído destroçado pela tua maldade

O que me resta agora é viver sem ter você
Já nem tento me esforçar para te esquecer
Não quero arrancar do peito as lembranças
Porque elas são todas as minhas esperanças

Você era o que eu tinha de mais preciso
Minha jóia, meu acalanto, meu descanso
Agora és somente um monte de espinhos
Que me machucam e me tiram do caminho

Lembranças, recordações, fatos e história
Foi bom e vai ficar sempre na memória
Ainda que a idade avance e me domine
Não vou deixar que esse amor termine