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domingo, março 06, 2005

Banalidades.

Mais nada me surpreende, quando espero muito, só me decepciono, quando não espero nada, me decepciono mesmo assim.
Futilidade é estar de mal contigo mesmo e querer que o mundo torre em meio a chamas e explosões.
Dor e querer e não poder.
Amor é ser tolo o suficiente para se entregar de corpo e alma e saber que sofrerá e mesmo assim amar.
Pensar é o ato mais marginal e ridiculo que existe.
Viver já não é o mais importante.
O amanhã não existe, o ontem já foi, tudo o que resta é esse hoje insuportavelmente banal e sem nexo, onde nada faz sentido e tudo em que se acreditava perdeu a razão.
Mas, foda-se, tudo o que podemos fazer é seguir adiante, caminhando, mesmo que com passos timidos e com companheiros de viagem tão absurdos e irreais, se é assim que tem que ser, assim será.
Deixa como está, prá ver como é que fica.