um cinzeiro cheio de bitucas, um prato sujo sobre o banquinho, ao lado de um pacote de bolachas e migalhas pelo chão.
Muita bagunça, isso aqui tá virando um pardieiro total, preciso tomar jeito e arrumar essa zona, afinal, sou rapaz direito.
Mas porque arrumar tudo isso? Gosto desse jeito, me sinto bem aqui, do jeito que está e se estivesse me incomodando, com certeza eu já teria arrumado.
Um grande amigo meu toma café aos baldes para ficar acordado, não preciso disto, fico acordado espontaneamente...pensando, pensando e pensando...mil coisas na cabeça, mil idéias, mil lembranças, invenções, palavras, gestos, tô com saudades, e me sinto estranho por isso. Como pode? Porque isso? Assim, tão de repente? Tá certo, fui eu que pedi, mas tudo tem seu preço, não é? E se o preço for tão alto como todas as outras vezes? E se toda a alegria acabar em tristeza, não só minha como sua? Será que é impossivel começar sem saber que vai ter um fim? Será que estou tão descrente que já no primeiro passo preciso vizualizar o último? Será que estou ficando doidão?
Não, acho que não. A vida nos ensina que tudo que começa tem um fim, invariavelmente, inexoravelmente, sempre, tudo acaba. Portanto, é pura perda de tempo ficar pensando no amanhã, no que pode acontecer, no que não pode, em como pode ser e em como não pode, porque, no final, sempre é diferente, sempre foge do controle e quando você vai ver...buuummm...tudo acabou e alguém chora, alguém ri, alguém é indiferente.
Mas ficam as lembranças, sempre elas, a nos apaziguar a mente, a nos atormentar, a nos acalentar e sem perceber, paramos para pensar nas coisas boas que foram e deixaram saudades, para podermos aproveitar as coisas boas, que estão conosco e que tanta alegria nos dão.
Agradeço, do fundo da minha alma por minhas experiências, por quem passou e se foi, por quem está e permanece, por quem ainda não chegou, agradeço por ser assim, por ser eu, do jeito que eu sou e da forma como gosto de ser.
No fundo tudo sempre faz sentido, tudo sempre tem uma razão e um motivo, mesmo que não saibamos quais são, ou que não queiramos aceitar o porque de ser assim, é indiferente, porque as coisas nunca deixam de ser como elas são só para nos agradar.
terça-feira, fevereiro 22, 2005
Noites insones...
Postado por
Buonamar
às
2/22/2005 08:56:00 AM
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